domingo, 22 de março de 2020

Dubai World Cup é cancelada; saiba como está a situação dos hipódromos norte-americanos por causa da Covid-19



A pandemia de Covid-19 assusta e deixa muita gente preocupada. Pelo mundo, atividades esportivas foram paralisadas. Cinemas, teatros e shoppings estão fechados. E no turfe, não poderia ser diferente. Muitos hipódromos decidiram interromper as atividades. Outros, no entanto, seguem dando corrida sem público e com apostas por aplicativos ou agências de apostas. Mas a principal notícia deste domingo (22/3) é o cancelamento da Dubai World Cup.

Marcado para o próximo sábado (28/3), o festival da Dubai Wolrd Cup reuniria a nata do turfe mundial. Na manhã deste domingo, um comunicado assinado pelo CEO do Meydan Group, Saeed H. Al Tayer, confirmou o cancelamento do meeting de forma definitiva por conta das medidas sanitárias que estão sendo implementadas pelo governo dos Emirados Árabes Unidos para conter o avanço do novo coronavírus. Por falta de datas (a temporada de corridas só volta no fim do segundo semestre), não haverá a Dubai World Cup em 2020. Fica para 2021. Uma pena.

Nos Estados Unidos, hipódromos de ponta tentam manter as atividades. Confira a situação de alguns deles:

GULFSTREAM PARK

As corridas foram realizadas normalmente neste sábado (21/3), após terem sido suspensas na sexta-feira para adoção de um novo protocolo sanitário para conter a Covid-19. Hoje, estão programadas nove provas, a partir das 14h (horário de Brasília). O festival do Florida Derby, marcado para o próximo sábado, está confirmado, mas a bolsa da prova principal baixou de US$ 1 milhão para US$ 750 mil por conta do fechamento do cassino e a ausência de apostas do hipódromo (as corridas são realizadas sem público). Outros stakes também tiveram uma redução nos prêmios. Ainda na Flórida, as corridas continuam em Tampa Bay Downs, mas o festival de provas clássicas marcado para o domingo que vem está suspenso.

SANTA ANITA E GOLDEN GATE

Os dois hipódromos da Califórnia, um dos estados norte-americanos mais afetados por casos do novo coronavírus, seguem dando carreiras normalmente, com portões fechados. Os dirigentes do Stronach Group, responsáveis pelas duas pistas de corrida e também por Gulfstream Park, negociaram a manutenção das corridas com os governantes estaduais. Argumentaram sobre a necessidade a importância de se manter os cavalos em atividade em nome do bem-estar animal. Receberam o aval. Todo o lucro com a carreiras em Santa Anita será doado para instituições de caridade voltadas para o tratamento de pacientes contaminados com o novo coronavírus.

NEW YORK

Aqueduct suspendeu as corridas a partir da sexta-feira passada (20/3) depois que um caso foi confirmado entre os trabalhadores de Belmont Park. A temporada de Aqueduct termina dentro de três semanas. Ainda não há uma definição sobre como fica o meeting de Belmont (começaria na segunda quizena de abril) e de Saratoga (julho/agosto/início de setembro).

LAUREL PARK

Corridas suspensas por determinação do governo de Maryland.

KENTUCKY

Meeting de abril de Keeneland, conhecido como o da primavera, cancelado. Era uma dos mais importantes dos Estados Unidos, que tradicionalmente marca a estreia dos produtos de 2 anos, muitos adquiridos a peso de ouro. O Kentucky Derby, disputado em Churchill Dows, foi transferido de 2 de maio para 5 de setembro.

Por fim, resta aguardar o desdobramento da pandemia. E torcer para que as corridas continuem em Cidade Jardim, e que sejam retomadas o mais breve possível na Gávea, no Cristal e no Tarumã. Os dirigentes turfísticos precisam atuar em sintonia com as autoridades governamentais para garantir o bem-estar de toda a cadeia do turfe nacional.

quinta-feira, 12 de março de 2020

Coronavírus: hipódromos norte-americanos proíbem acesso do público às arquibancadas


A pandemia de coronavírus chegou ao turfe norte-americano. Não se trata ainda de nenhum caso confirmado, mas sim sobre a situação das corridas. Nesta quinta-feira (12/3), os hipódromos norte-americanos de Santa Anita Park, Golden Gate Fields, Aqueduct e Keeneland anunciaram que as carreiras serão realizadas sem público. A ideia é que apenas a equipe mínima de funcionários possa entrar no hipódromo.

Em Keeneland, o meeting de primavera começa em 2 de abril. Em Santa Anita, Golden Gate e Aqueduct, a temporada já está em andamento. Vale lembrar que os Estados Unidos impuseram uma série de restrições para impedir o avanço da Covid-19, entre elas a proibição de voos da Europa por 30 dias, a partir desta sexta-feira (13/3).

O festival da Dubai World Cup, que será disputado em 28 de março, também foi afetado. Os organizadores anunciaram que o público pagante não poderá acompanhar as disputas milionárias. Apenas proprietários e convidados terão acesso ao Hipódromo de Meydan.

Atualização às 18h43 de 12 de março: outros hipódromos anunciaram o fechamento ao público, entre eles, Gulfstream Park, Turfway Park e Laurel Park.

Crédito da foto: https://www.keeneland.com/media/racing-media-guide

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Mais uma vitória brasileira na França: animal do Phillipson vence a segunda no ano!


O castanho Jeitoso Bayer, 8 anos, venceu mais uma prova na França. Em prova disputada às 15h52 (11h52 no horário de Brasília) desta sexta-feira (21/2), no Hipódromo de Chantilly, o filho de Peintre Celebre e Kyanite (Punk) derrotou outros 14 animais em um handicap em 2.100m, na pista sintética, com bolsa de 20 mil euros — a prova tem o nome de Route Neuve des Sablons Handicap. Pilotado por Hugo Jorniac, que deslocou 53,5kg, o animal de criação do Haras Phillipson venceu na marca de 2'10''56. Era o oitavo e último páreo do programa.

Foi a terceira atuação de Jeitoso Bayer em 2020 na França. Anteriormente, havia vencido um handicap, em 4 de janeiro, em Deauville, e vinha de um sétimo lugar em outro handicap, em 2.100m, disputado em 30 de janeiro em Chantilly. Jeitoso Bayer corre na França no nome de Benjamin Steinbruch, o dono do Haras Phillipson no Brasil. Conquistou a quarta vitória em 20 atuações em hipódromos franceses. Era um azarão. Rateou 17,8 por um na pedra francesa. O placê (como é chamado lá, mas é um show, que premia os três primeiros colocados) pagou 4,6. Quem apostou nele no sistema de apostas do JCB recebeu 14,7 e 4,3 por um, respectivamente, tendo em vista o abate que é feito em cima dos rateios originais para cobrir taxas e impostos aqui no Brasil.

Jeitoso Bayer correu 12 vezes no Brasil entre 2015 e 2016, nos hipódromos da Gávea e Cidade Jardim. Venceu dois páreos comuns em São Paulo, em 1.500m e 1.600m, na pista de grama. Na esfera clássica, obteve um segundo no Clássico Siphon (L) de 2015 (1.600m na grama) e quarto em duas provas da tríplice coroa carioca de 2016 (GP Francisco Eduardo de Paula Machado, G1, em 2.000m; e GP Cruzeiro do Sul, G1, em 2.400m).

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

OPINIÃO: Um turfe que não oferece carreiras não se desenvolve


O Cristal abre e fecha nesta quinta-feira (20/2) a semana turfística em hipódromos nacionais — pelo menos entre os clubes que realizam corridas em um sistema interligado de apostas em todo o país. Serão oito páreos, com início às 14h45, com destaque para duas provas clássicas regionais destinadas a potros e potrancas de 2 anos. Parece inacreditável, mas a diretoria do Jockey Club do Rio Grande do Sul merece os parabéns por promover carreiras, o que nada mais é do que a obrigação.  Afinal, vem aí uma pausa forçada nas carreiras nos principais clubes de corridas do país. Durante o carnaval, nenhum páreo será realizado nos principais hipódromos do país.

Os clubes hípicos de São Paulo e do Paraná têm boas desculpas. Na capital paulista, um grande evento será realizado nas dependências de Cidade Jardim. E a gestão tem se esforçado em oferecer duas programações quando precisa ficar uma semana sem dar corridas. Foi o caso dos fins de semana de 1º/2 e 15/16 de fevereiro. Em Curitiba, o Tarumã não tem realizado corridas aos sábados e domingos. E marcou para a quinta-feira da semana que vem (27/2), a sua reunião quinzenal.

E na Gávea? Qual a explicação para não ter carreiras? Em um intervalo de dois meses, é a segunda vez que o hipódromo mais forte do Brasil fica sem promover corridas por mais de 10 dias (o JCB não realizou programação na semana anterior ao réveillon). Não é preciso pensar muito para perceber que alguma coisa está errada. Afinal, como um turfe que não realiza carreiras consegue se desenvolver? Qual o estímulo existe para a criação, para proprietários e para os profissionais?

Desculpas, existem mil. Em grupos de WhatsApp, há gente que diz que o trânsito fica infernal no Rio de Janeiro no período de folia. Mas não foi sempre assim? Como as corridas foram realizadas nos anos anteriores? Um bom administrador é aquele que consegue se antecipar aos problemas e resolvê-los. Deixar de dar corridas é a decisão mais cômoda, a mais simples possível.

O turfe no Brasil vive um momento crucial. Cada vez menos animais, cada vez menos turfistas, cada vez menos páreos. O Movimento Geral de Apostas na Gávea despencou. E deixar de dar corridas só faz piorar o cenário. Profissionais de turfe e proprietários reclamam das baixas premiações. Se o valor é pouco, imagina não receber nenhum. A mola deixa de girar e mais gente se afasta da atividade e vai tentar a vida em outro lugar.  A verdade é que não oferecer corridas é a forma mais fácil de se manter o caixa do clube em dia. Com apostas em baixa, as reuniões são deficitárias. Mas, e como fica a atividade?

Como estão os planos para a melhoria da atividade? Vai ficar nesta pasmaceira? Em 23 de outubro, o JCB anunciou mudanças nas apostas e medidas que gerariam mais comodidade ao apostador. Um deles foi a extinta seguidinha — sem esquecer que a bonificação da Supertri baixou para 80% e nunca mais se falou nisto.

Para março de 2020, existiam duas promessas. Uma era a Pedra Única Nacional. Em que pé está? Vai sair ou não? A outra era a utilização do ITSP HOST, protocolo internacional que permite às corridas do hipódromo da Gávea receber em em sua pedra local as apostas geradas nos EUA. Ou seja, o dinheiro jogado no exterior em vencedor, placê, exata, trifeta e quadrifeta entraria na totalização nacional. A pergunta é a mesma: em que pé está? Vai sair ou não? O silêncio não é um bom sinal.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Jóquei sediado na Califórnia terá que pagar US$ 100 mil de fiança. Saiba mais sobre as acusações


Quem acompanha e joga nas corridas americanas já ouviu falar nele. Sediado atualmente na California, o jóquei Norberto Arroyo Jr., de 44 anos, enfrenta graves problemas com a Justiça dos Estados Unidos. Conforme reportagem do Daily Racing Form, assinada por Jay Privman, o piloto teve um mandado contra ele decretado pelo Tribunal Superior do Condado de San Diego, depois de não comparecer, em janeiro, para responder por uma acusação referente a três acusações criminais e um delito relacionado a prisões por violência doméstica no fim do ano passado.

Arroyo teve a fiança inicialmente fixada em US$ 50 mil, mas acabou aumentada para US$ 100 mil, de acordo com documentos judiciais obtidos pelo DRF. As acusações contra o jóquei foram apresentadas por uma mulher e uma criança, que não tiveram a identidade revelada. Por decisão judicial, o Arroyo tem que manter uma distância mínima de 100m dos denunciantes.

Segundo a reportagem do DRF, as acusações criminais envolvem os seguintes fatos ocorridos entre 1º de setembro e 14 de dezembro do ano passado: "lesão corporal ao cônjuge e / ou companheiro de quarto"; "aprisionamento falso por violência, ameaça, fraude, engano "; " tentativa de dissuadir uma testemunha de denunciar um crime "; e " crueldade com uma criança por infligir ferimentos ", que é listado como uma contravenção porque era "diferente daqueles que provavelmente produzem dano corporal e morte". Se for condenado, pode pegar de 2 a 16 anos de prisão.

Sem montar desde 24 de outubro, quando terminou no quarto lugar de um páreo de claiming de US$ 40 mil, em Santa Anita Park, Arroyo é porto-riquenho, com 1.354 vitórias na carreira. Era figurinha constante nos programas de Golden Gate, Del Mar, Los Alamitos e Santa Anita. Em 2000, terminou em segundo lugar no Eclipse Award de melhor aprendiz. Ficou atrás apenas de Tyler Baze.

Anteriormente, segundo o DRF, Arroyo chegou a ficar 14 meses na prisão por porte de cocaína durante a temporada de Saratoga de 2009. Respondeu também por outros casos de briga e lesões corporais. Atualmente, o jóquei está com a licença de montar na Califórnia cassada.

Foto: Reprodução/Twitter/Santa Anita Park

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Santa Anita presta homenagem a Kobe Bryant!


Em memória a Kobe Bryant, astro da NBA que morreu em acidente de helicóptero no último domingo (26/1), o Hipódromo de Santa Anita Park prestou uma homenagem ao atleta. A estátua de Seabiscuit, um dos cavalos mais famosos do turfe norte-americano, recebeu uma manta com o nome do jogador e dos Los Angeles Lakers, clube pelo qual atuou entre 1996 e 2016. Fez 33.643 pontos em 1.346 partidas. Parabéns aos responsáveis pela iniciativa.

Crédito da foto: https://twitter.com/TheMichelleYu/status/1222991960526376960

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Dois brasileiros estão nominados para o festival da Dubai World Cup...Jolie Olímpica está na lista!



O mundo está de olho em Dubai. E dois animais nascidos no Brasil aparecem entre os 902 cavalos e éguas anotados para disputar as provas da 25ª edição do festival da Dubai World Cup, que distribuirá US$ 35 milhões em prêmios, nas provas marcadas para 28 de março, em Meydan. Ao todo, 1.774 nominações foram recebidas para as sete provas do card — quatro grupos 1, dois grupos 2 e um grupo 1 para árabes.

Os dois brasileiros estão nominados para a Al Quoz Sprint, prova de grupo 1, com bolsa de US$ 2 milhões de dólares, em 1.200m, na grama. São eles: Ghoul e Jolie Olímpica. Os dois estão em treinamento na Califórnia, nas cocheiras de Peter Miller e Richard Mandella, respectivamente. Ghoul está inscrito no 7º páreo de Santa Anita do próximo domingo (26/1): o Clocker's Corner Stakes, em 1.100m, na grama.

Confira um resumo da campanha dos brasileiros inscritos

Ghoul

Put it Back x Perfect Friday (Pure Prize)
Criado pelo Haras Santa Maria de Araras, o alazão de 5 anos cumpre campanha atualmente na Califórnia, nas cocheiras de Peter Miller. Vem de firme vitória em um allowance, em Santa Anita, em 29 de dezembro, em 1.100m, na grama. No Brasil, foi um velocista de exceção. Em oito atuações, venceu cinco provas no Hipódromo da Gávea, com destaque para o GP Cordeiro da Graça (G2) de 2018, em 1.000m, na grama. Pertence à Gary Barber & Wachtel Stable.

Jolie Olímpica

Drosselmeyer x Jolie Celina (Trempolino)
Criada pelo STUD TNT, a égua de 4 anos é um fenômeno. Invicta em três atuações no Brasil, entre as quais o GP Jockey Club Brasileiro (G1), a filha de Drosselmeyer estreou em 11 de janeiro nos Estados Unidos. Venceu de forma brilhante o Las Cienegas Stakes (gr.III), em 1.100m na pista de grama, com dotação de US$ 100 mil, em Santa Anita. Ela simplesmente quebrou o recorde da distância: 1'01''. É treinada por Richard Mandella. Pertence à Fox Hill Farms.

Quem quiser conferir a lista completa das nominações para o festival da Dubai World Cup pode clicar aqui.

foto: reprodução/YouTube/Santa Anita Park