As vitórias de Holding Glory (Coudelaria Jéssica) e Sutil (Haras São José da Serra) na segunda etapa da tríplice coroa de machos e fêmea abrem uma discussão importante: a vinda de Jorge Ricardo (foto) ao Brasil. Os dois animais foram pilotados pelo multicampeão na primeira etapa da tríplice coroa.
Nas mãos do Ricardo, Holding Glory terminou em quinto no GP Estado do Rio de Janeiro (G1) e Sutil ficou em sexto no GP Henrique Possolo (G1), as duas carreiras disputadas na milha. "Livres" do Ricardo, o potro da Jéssica levou o GP Francisco Eduardo de Paula Machado (G1), na condução do C.Lavor, e a potranca do Haras São José da Serra venceu o Diana na tocada do V.Borges.
Então, a culpa é do Ricardo? Bem, no caso do potro, existe a justificativa de que o animal não estava no último furo. Teve problemas físicos na semana da corrida. Mas no dorso da Sutil, o campeão teve, sim, uma direção infeliz. Naquele dia, a potranca ficou encaixotada junto à cerca e não conseguiu mostrar todo o seu potencial. Relembre aqui.
Não há dúvidas de que o Ricardinho é um grande piloto. Jocaço com jota maiúsculo. Mas vale a pena trazê-lo para montar em determinados páreos? Se olharmos só em 2013, todos vão falar que não. Mas já se esqueceram de 2012? Quem era o piloto do Plenty of Kicks? Ele, a fera mundial.
A verdade é que a "importação" do Ricardo traz alguns problemas. Existe sim uma ciumeira entre os profissionais. Em outubro, quando o Ricardinho esteve em São Paulo para montar o Mr.Tide na segunda prova da tríplice coroa paulista houve muito bafafá. Muitos profissionais ficaram chateados com o fato de o Stud Jaguaretê tê-lo contratado para montar no GP Jockey Club de São Paulo (G1). Corria a informação pela vila hípica de que o cachê do Ricardo seria de 20 mil dólares. Resultado: desde os matinais da véspera da corrida, alguns jóqueis diziam que não iriam dar moleza ao Ricardo, que ele teria que se desdobrar para fugir dos prejuízos. Essa história nos já contamos aqui.
E aí, o que você acha? Vale a pena trazer o Ricardo?
